Entre Themis e Apolo

O tão belo Apolo
O que faço para me unir a você
A tão bela Themis, não oferecerei colo
Nem consolarei teu repleto viver

A tão adorável Themis
Rasga tuas vendas e podereis ver
Que a balança está quebrada
Mas não é esse meu querer

Prometo ser muito mais fiel
Que teus súditos alienados a pura linguagem
Reprodutores de textos mal contados, cruel
Assim é a inventada verdade

A querido Apolo
Suas obras são tão abertas à liberdade
Meu maior medo Apolo
É perder minha imparcialidade

Ó amada, tão admirada
Tenho medo do que chama imparcial
Sabes que sou livre ao diálogo
E isto é uma mentira nada normal

Permitas ao mínimo a nossa aproximação
E aos nossos súditos e adoradores um diálogo e um debate
Permitindo uma melhor compreensão
Deste mundo, entre vós, não permitas ficar a parte

Fundiremos nossos horizontes
Na liberdade de possibilidades
Histórias que desmonte
O texto sem linguagem e criatividade

A tenho uma paixão imensa
Pela musa da memória
Pertencente a outra crença
Mas que constrói a nossa historia

Em um constante relacionamento
Na autêntica continuidade da memória
No mergulho do pensamento
Das decisões a nossa glória

Relembrando as derrotas e erros do passado
Limitando o arbitrário, estamos à disposição
Com a narração do já explorado
Harmonizando os interesses da nossa junção

Sabendo sempre que no nosso amor quanto mais se sabe
Mas abrimos os olhos que precisamos mais conhecer
Não quero resistência de sabre
Quero a incansável vontade de aprender

Narraremos o contexto das nossas experiências
Argumentaremos a versão
Da nossa existência
Chegaremos o entendimento infinito da nossa visão…

 

Por: Arthur Richardisson Evaristo Diniz (Universidade Federal da Paraíba, 3º período)

 

Deixe uma resposta

*