Gonzagão

Quando se fala em forró

O seu nome não fica calado

O grande mestre do xote

Juntamente com o xaxado

Levado pra terras distantes

Junto a melodias cortantes

De um nordeste apavorado

 

A seca que ao povo assolava

Era inspiração constante

A terra que vos sustentavam

Embora por alguns instantes

Iam muito além das canções

Era a vida e a esperança constante

 

Assim foi também com o baião

Que contou do nosso sertão

E o Brasil inteiro ouvia

A este mostrou lampião

Herói bandido e vilão

Devoto da virgem Maria

 

E foi nessa procissão

Que seguiu Luiz lua Gonzaga

Discípulo de Januario

Tocou Xote, Baião e Xaxado

E faria o seu centenário

Numa festa de são João

 

Autor: Hugo César Costa de Moura Luz

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