Projeto de catalogação histórica patrocinado pela Petrobras foi lançado nesta terça em Campina Grande.

Mesa formada com a participação de autoridades e representantes indígenas, negras e intelectuais.

O Projeto Nacional Catálogo Geral dos Manuscritos Avulsos e em Códices Referentes à História Indígena e Escravidão Negra do Brasil, proposto pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e selecionado pelo Programa Petrobras Cultural e pela Lei de Incentivo à Cultura, foi lançado hoje, dia 19 de junho, em Campina Grande.

O evento contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Campina Grande e do Instituto Histórico de Campina Grande, tendo como coordenadora geral a professora doutora Juciene Ricarte Apolinário. Estiveram presentes diversas autoridades e representantes de grupos étnicos, além do gestor de projetos culturais da Petrobras, Luís Carlos Nascimento.

Esse projeto nacional é de grande importância para a construção da cidadania e da memória do país – e pode trazer à tona aspectos inéditos da História do Brasil – o mesmo prevê a organização de coleções de documentos digitalizados, que, segundo a coordenadora, professora Juciene Ricarte Apolinário, “guardam informações riquíssimas sobre o período colonial brasileiro que, em sua maioria, não foram tratadas historicamente”.

Ela participou como pesquisadora no Projeto Resgate Barão do Rio Branco, do Ministério da Cultura, que microfilmou e digitalizou aproximadamente 340 mil documentos (perto de três milhões de páginas manuscritas) relativos a 18 capitanias da América portuguesa depositados no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa, o maior acervo de documentação colonial brasileira no exterior.

Ao término dos trabalhos, trouxe para o Brasil mais de 360 rolos de microfilmes e coleções em CD-Rom. “Nossa proposta é catalogar essa informação, facilitando as pesquisas que transitam pelas temáticas indígenas e afro-brasileiras”, explica.

A maior parte da documentação se refere a papéis jurídico-administrativos. “São documentos que revelam muitas das ações e relações cotidianas de sujeitos históricos antes excluídos da escrita oficial, como é o caso dos povos indígenas e afro-brasileiros”, comenta a pesquisadora, que aposta no aumento das pesquisas nessa área.

“O acesso às fontes históricas selecionadas neste projeto garantirá maiores inclusões e análises de documentos inéditos. Os catálogos temáticos serão instrumentos de trabalho, com centenas de verbetes e índices de todas as antigas capitanias brasileiras inseridas em regiões, que tornará possível, de forma objetiva, a ampliação da divulgação das fontes históricas”, observa.

O projeto prevê ainda a publicação de catálogos temáticos impressos e em DVD, que serão organizados em coleções. O material também incluirá verbetes com áudio – proporcionando também aos deficientes visuais o acesso aos resumos das informações documentais -, e será distribuído a instituições universitárias públicas, arquivos e bibliotecas de todos os estados brasileiros.

Editores da Revista A Barriguda marcam presença no evento.

Fonte:

UFCG


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