Sobre Arte e origem da Arte

Concebe-se Arte as atividades como a pintura, escultura, arquitetura, artesanato etc.. No passado eram objetos que tinham uma função definida.

A sua história quase que começa com a própria vida do homem. Na época a comunicação verbal e escrita era inexistente, porém o olho humano – que não sofreu mutação nem evoluiu – continua o mesmo, e as imagens eram a forma de comunicação com um entendimento quase geral.

Devido às condições climáticas de um frio intenso, o homem, que se alimentava de frutas, virou nômade, passando a habitar cavernas e aprendendo também a caçar e a pescar para sobreviver; associou a forma à função, aparando e trabalhando materiais para facilitar seu trabalho de caça.

De início, fabricaram armas de pedra como uma faca de silex e experimentaram vários objetos de uso diário, como ossos, presas, dentes e chifres de animais que abatiam; faziam adornos, adagas e lanças com este material. Começou a gravar e desenhar nas cavernas – originalmente apenas traços – passando então a figuras gravadas – apenas os contornos – e então aprendendo a pintar com pigmentos como misturas de carvão, óxido de manganês e um óleo qualquer.

Sua percepção os fazia escolher o relevo da pedra para lá inserirem a sua expressão. Não o faziam com o intuito de embelezar as paredes, de criar uma Obra de Arte ou uma bonita imagem para ser contemplada num lugar de difícil acesso. Supõe-se que sua finalidade era a magia e a religião.

O caçador primitivo ao pintar a imagem da sua presa, atirava sobre ela lanças e machados de pedra “matando” a figura como se fosse uma presa real, fortalecendo a coragem do caçador. Os animais retratados com mais frequência eram a rena, o mamute, o bisão, a cabra, o veado e até os peixes, desenhados muitas vezes por dentro, como um raio-x.

Encontra-se também o homem em danças ritualísticas e em lutas entre tribos.

Com uma nova mudança de clima, o homem sai da caça para a agricultura, havendo mudança de mentalidade na organização social. Aprendeu a cultivar a terra e a aperfeiçoar os utensílios. Surgiu a cerâmica, a fiação e tecelagem, a construção arquitetônica com madeira, tijolo e pedra.

Com a siderurgia, o aparecimento da roda e da escrita termina a fase chamada de pré-história, contudo os escritos antigos não substituíram a linguagem visual, ela continua até hoje contando a história do homem.

É Arte hoje porque as relíquias deixadas nos contam uma história; nos mostram as transformações e a trajetória do homem com uma linguagem tátil e visual.

Desde os mais primitivos tempos dos hominídeos das cavernas, percebe-se que a prática da sobrevivência requer astúcias e desafios, desde a caça, com a finalidade de se alimentar até a domesticação de animais.

E, não apenas os homens se articulam em caçar, se alimentar, também percebe-se que os mais variados tipos de realizações deles enquanto seres sociáveis, demonstram a arte de viver. Muitas vezes nas paredes das cavernas, encontramos pinturas, desenhos de cenas do cotidiano, e ainda mais, detalhes de alto e baixo relevos em vasos de barro e apetrechos de madeira.

No entanto, podemos associar a tais práticas, como sendo os mais variados tipos de manifestações artísticas que requerem formas, tipos, cores e materiais diversificados que proporcionam aos homens do século XXI um olhar no âmbito da “ciência artística”.

O fato é que não sabemos exatamente como a Arte começou, como também desconhecemos como teve início a linguagem. Levando em conta que Arte significa o exercício de atividades tais como a edificação de templos e casas, a realização de pinturas e esculturas, nenhum povo existe no mundo sem ela.

Por outro lado, se entendermos por Arte alguma espécie de belo artigo de luxo, algo para nos deleitarmos em museus e exposições, ou uma coisa muito especial para usar como preciosa decoração na sala de honra, cumpre-nos reconhecer que esse uso da palavra constitui um desenvolvimento bem recente.

De qualquer forma – é seguramente o que de fato nos interessa –, a Arte pode ser vista como a praxe material e imaterial do homem que o constitui como ser pensante. Expressão a ser vivida, “sinestesizada” (perdoem o neologiasmo!) e compartilhada.

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